Turismo do sono: como é a nova versão dessa tendência?

Turismo do sono: como é a nova versão dessa tendência?

No ano passado a Bain Company, uma das maiores consultorias de tendências de mercado do mundo, publicou uma pesquisa sobre o mercado de luxo brasileiro. O estudo mostrou que 57% dos entrevistados associam o termo “luxo” como algo que é muito exclusivo, único, que poucas pessoas têm acesso. Parece que dormir bem tem se tornado esse tipo de artigo e, não à toa, hotéis de luxo reforçam a aposta no turismo do sono, com ainda mais novidades dessa tendência.

Investir pesadamente no descanso do hóspede não é exatamente algo inédito. A nova versão da tendência do turismo do sono foi reportada pelo New York Times ainda em 2024, momento no qual começavam a ingressar na hotelaria norte-americana algumas inovações tecnológicas de itens de descanso que a inteligência artificial viabilizou.

Dois anos depois da matéria, a tendência pegou tração. De acordo com um estudo da consultoria Coherent Market Insights, o mercado do turismo do sono vai movimentar quase 82 bilhões de dólares em 2026 com uma previsão desse valor quase dobrar até 2033.

Dormir bem realmente virou um luxo? E, se sim, como tem evoluído o turismo do sono ao longo dos anos? Siga com a gente neste texto para entender em detalhes o histórico desta tendência!

“Epidemia global” dos distúrbios do sono

Desde o final da década de 1990 a Organização Mundial de Saúde trata os distúrbios do sono como uma questão de saúde pública global e o cenário está piorando. Dados recentes publicados pelo Ministério da Saúde do Brasil mostram que 72% dos brasileiros sofrem com alguma alteração do sono, sendo a insônia a que mais preocupa.

Os dados mostram que dormir bem virou um luxo, do ponto de vista de que poucos têm conseguido. Junto das evidências, vem o diagnóstico de especialistas: vivemos a “Sociedade do cansaço”, título do livro publicado em 2010 pelo filósofo coreano Byung-Chul Han, professor de Filosofia e Estudos Culturais da Universidade de Berlim.

Na obra, Byung-Chul Han argumenta que as pessoas têm se cobrado cada vez mais para apresentar resultados, tornando elas mesmas vigilantes e carrascas de suas ações. Esse cenário tem gerado um aumento significativo de transtornos como depressão, síndromes como hiperatividade e burnout, sendo que muitas vezes eles estão associados a distúrbios do sono.

Diante desse panorama, pessoas têm buscado empreendimentos hoteleiros não pela infraestrutura de lazer e outras atividades, mas pela experiência de conforto oferecida pelo ambiente de descanso e seus itens do sono como camas, colchões, travesseiros e roupas de cama. Uma pesquisa com pouco mais de mil trabalhadores norte-americanos mostrou que 43% tiram um tempo de folga - seja um feriado, uma viagem de fim de ano ou férias - especificamente para dormir. Esse dado exemplifica como um número cada vez maior de pessoas está usando o tempo livre para experimentar um verdadeiro descanso.

Turismo do sono: a nova versão da tendência

Se repouso de qualidade é o que os hóspedes buscam, os empreendimentos querem ser identificados, pelos seus clientes, como um hotel ideal para descanso. Pousadas de luxo, resorts e hotéis cinco estrelas tem ampliado os elementos de conforto em todas as dimensões, tanto em amenidades quanto em inovações tecnológicas.

Algumas das estratégias usadas por empreendimentos hoteleiros não são novas. Em declaração para a matéria do New York Times, o professor Bjorn Hanson, do Centro de Hospitalidade Jonathan M. Tisch da Universidade de Nova Iorque, argumenta que na década de 1960 os hotéis de luxo introduziram menus de travesseiros e cortinas blackout, itens específicos para o hóspede dormir melhor.

Turismo do sono: como é a nova versão dessa tendência?

Nos últimos 60 anos, pousadas, resorts e hotéis de luxo continuaram investindo no descanso do hóspede. No momento atual da tendência do turismo do sono, as inovações tecnológicas consomem parte do investimento: de colchões com IA embutida a máscaras inteligentes que usam calor, massagem e vibração controlada para reduzir a frequência cardíaca até o ponto equivalente ao das primeiras fases do sono, induzindo assim o adormecer.

Os elementos menos tecnológicos envolvem regular a iluminação do quarto de acordo com o ciclo circadiano, para que o hóspede ajuste-se ainda mais naturalmente ao horário de dormir.

Entretanto, apesar de toda a tecnologia atualmente disponível, o melhor investimento para a qualidade do repouso continuam sendo em itens do sono de alto padrão. E exatamente por estarmos sempre atentos às tendências da Hotelaria mundial que a Simmons está presente nos melhores hotéis do Brasil e do mundo!