Presentes de Natal: como surgiu essa tradição?
Quem acompanha nossos conteúdos aqui no blog, no Pinterest ou no Instagram já nos viu falar que ir dormir cedo é uma das mais importantes práticas da higiene do sono. Mas em noites simbólicas, talvez dê para abrir uma exceção… Especialmente se nessa noite serão trocados os presentes de Natal, uma tradição tão importante para muitas famílias!
Historicamente falando, presentes têm muitos significados. Um dos mais famosos aparentava ser uma oferta para encerrar uma guerra enquanto, na verdade, funcionou para vencê-la - foi assim que conhecemos o Cavalo de Tróia. Na história da Humanidade, presentes também foram usados para selar alianças; atualmente ainda seguimos esse costume, quando presenteamos noivos no casamento.
A tradição dos presentes de Natal tem a sua história particular que remonta a tempos pré-cristãos. Vamos conhecer como ela evoluiu, destacando os participantes mais importantes dos encontros das noites natalinas: crianças!

Um costume da Roma Antiga
A tradição ocidental de trocar presentes no final do mês de dezembro é anterior ao Natal. Esse hábito vem da Roma Antiga e também está relacionado a maior festa da época: a Saturnália.
Romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em muitos deuses. Um dos principais, Saturno, é o deus do tempo. Em uma época na qual a humanidade marcava a passagem do tempo pelos eventos climáticos - sol, chuva, estações -, um dos dias mais importantes do ano era o solstício de inverno. No calendário juliano, que foi implementado por Júlio César em 45 antes de Cristo, essa data era 25 de dezembro: o último dia um pouco antes do inverno, período no qual as noites ficam mais compridas.
Na Europa daquela época, dias longos representavam a época do plantio. Com maior incidência da luz, as pessoas - que viviam massivamente no campo - passavam mais tempo na lavoura, plantando. Era um trabalho pesado, exigente e cansativo.
A Saturnália, a festa para celebrar Saturno, ocorria entre os dias 17 e 23: quase uma semana para comemorar tanto o fim do período do ano no qual o trabalho era mais pesado quanto os últimos dias um pouco mais longos. Atualmente podemos comparar a Saturnália como uma espécie de comemoração de início de férias somada à despedida dos dias de sol.
Na Saturnália era comum trocar dois tipos de presentes: velas, simbolizando que a luz do sol ia voltar após o inverno, e estatuetas de terracota.
No final do século IV, quando o cristianismo se torna a religião oficial do Império Romano, a Igreja Católica absorve o costume da festa e da troca de presentes. A tradição se amplia e incorpora uma simbólica explicação cristã: a chegada dos três reis magos com seus presentes à Belém para conhecer Jesus.
Presentes de Natal: a parte dedicada às crianças
Outra importante referência cristã que também reforçou a narrativa dos presentes de Natal é a história de São Nicolau, bispo católico na antiga cidade de Mira, atualmente Demre, na Turquia. Criado por uma família cristã muito devota, Nicolau perdeu os pais ainda jovem. Daí em diante, ele se dedicou a pregar a palavra de Cristo, com especial dedicação aos pobres.
Nicolau não era exatamente um distribuidor de presentes em dezembro, ele era um doador ao longo de todo o ano. Ele abria mão de suas posses em favor dos mais necessitados, doando itens da sua propriedade.
A devoção a Nicolau tornou-se mais forte a partir do século VI. Na Europa, se intensificou especialmente na Alemanha e na Holanda. Tanto que o termo “São Nicolau”, em holandês Sinterklass, derivou para “Santa Claus”, que é como chamamos o Papai Noel em inglês.
Nicolau doava aos pobres e tinha especial atenção às crianças. A prática virou tradição e evoluiu pela Europa, se enraizando fortemente na Alemanha. O país que até hoje tem uma conexão muito forte com o Natal; por lá, é a principal festa do ano.
Foi por causa dessas raízes que o Natal como conhecemos hoje ganhou o mundo. Dois reis ingleses de origem alemã, trouxeram os costumes da sua terra para uma Inglaterra, país que se transformou na maior potência econômica do mundo a partir do século XVII.
A rainha Vitória, filha de uma alemã, e o seu marido Albert - este nascido na Alemanha -, monarcas da Inglaterra no século XIX, levaram para a corte alguns hábitos do Natal da sua terra, como o costume de decorar a árvore e a troca de presentes, principalmente para os seus nove filhos.
As práticas da família real espalharam-se por toda a Inglaterra e, em pouco tempo, pelo Ocidente. Foi assim que o Natal se transformou no que é hoje: a principal celebração do ano para milhões de pessoas, tendo se transformado na principal ocasião para a reunião de famílias no Brasil e em vários outros países do mundo.

Para as crianças, então, ele se tornou mais especial. O sono na infância no mês de dezembro é embalado pela expectativa da passagem do Papai Noel.
Como todos os símbolos, os presentes de Natal tem muitos significados. Muita gente os interpreta como dádivas que estão por vir, como os sonhos para o ano novo mais próspero. Independente da sua crença, aproveite sua noite, talvez com menos sono do que o ideal. Com todos os cuidados de alimentação e sono, aproveite as festas de fim de ano - elas são milenares!