Espumas de colchões
Muito provavelmente você já ouviu dizer que, em geral, há dois tipos de colchão: os de espumas e os de molas. Sob um certo ponto de vista, essa afirmação é verdadeira. Contudo, há de se fazer uma observação: as espumas de colchões também estão presentes nos de molas - e elas são componentes importantíssimos para aumentar a sensação de conforto.
Colchões compostos exclusivamente de espumas ainda são os mais consumidos em todo o mundo e essa popularidade se deve principalmente ao seu custo. Apesar de existirem no mercado certos colchões de espuma com preços mais elevados, no geral, eles são mais baratos que os de molas.
Já os diferentes tipos de colchão de molas demandam mais tecnologia e materiais raros para serem produzidos, tornando-os mais caros. Além disso, colchões modernos não são feitos exclusivamente de molas. Por mais que elas sejam o componente principal, há diversos materiais na formação - e eles também influenciam no preço.
Neste texto vamos destacar as espumas de colchões, o principal componente dos modelos Simmons depois das molas Beautyrest® ou Posturest® LFK 2.2. Vamos entender qual papel ele cumpre, quais são as matérias-primas envolvidas em sua fabricação e como inovações que juntam espumas a outros materiais - como o látex ou o gel - tornam seu colchão ainda mais confortável!
Densidade
O principal elemento que identifica a espuma é um número que, muitas vezes, vem seguido de um D: D33, D45. Essa notação indica a densidade das espumas de colchões e, nos que são integralmente fabricados com esse material, representa a do próprio produto. Entender o que significa esse número pode ajudar muito no momento de encontrar o seu colchão ideal.
A densidade é calculada dividindo o peso de um certo material, em quilos, pelo seu volume, em metros cúbicos. No caso de colchões exclusivamente de espumas, o número corresponde à densidade de 1 metro cúbico do material. Ou seja, se um bloco de 1m de largura por 1m de comprimento e 1m de altura de espuma pesar 33kg, sua densidade é 33. Se ele pesar 45kg, sua densidade é 45.
O valor indica a resistência ao peso de quem vai deitar sobre o colchão e, a depender desse cenário, maior durabilidade. Tecnicamente falando, densidades mais altas tem maior suporte de carga e maior força de indentação: aguentam mais peso sem sofrer fadiga dinâmica, também chamado de afundamento permanente.
Portanto, maior densidade não significa mais conforto. Esta sensação normalmente é percebida quando a força da resistência da espuma é compatível com o peso de quem se deita. Para ilustrar, tomemos exemplos extremos: a espuma de um colchão de densidade 45 praticamente não cederá se uma pessoa de 50kg deitar sobre ela. Como a resistência do colchão é alta, a tendência é que a pessoa não sinta conforto. O oposto também ocorre: se uma pessoa de 95kg deitar sob um colchão de densidade 23, a espuma cederá em excesso; sem resistência, o colchão não cumpre sua função de suporte com conforto.
Espuma de colchões: qual sua função nos de molas
Conforme já dissemos, colchões de molas modernos e de alta qualidade não são compostos exclusivamente por molas. Elas ficam no fundo do colchão e várias camadas, de diferentes materiais, as separam do tecido, que é o que fica em contato com as roupas de cama.
Em colchões de molas, a espuma cumpre a função de ampliar a sensação de conforto, seja no aumento da força de indentação ou para evitar que fiquemos em contato quase direto com as molas. Isso é possível devido à textura macia das espumas, propriedade alcançada por um processo produtivo que envolve muita tecnologia.
De acordo com o normativo do Inmetro, a espuma de colchões fabricados no Brasil deve ser de poliuretano: uma classe de polímeros. Para alcançar a estrutura aerada da espuma, o poliuretano passa por processos físicos e químicos que geram bolhas de gás. Elas inflam o polímero, concedendo a estrutura típica do componente.

Em diversos modelos Simmons, as espumas são associadas a outros materiais, aumentando sua capacidade de se adaptar ao biótipo de quem usará o colchão. Um deles é o visco dry gel, que adapta-se progressivamente aos contornos corporais e auxilia na distribuição equilibrada do peso.
Em muitos de nossos modelos, camadas de espumas são intercaladas com de látex: um material que, dadas suas propriedades de elasticidade, flexibilidade, resiliência e durabilidade, também consegue se moldar aos contornos do corpo, proporcionando aumento do suporte ergonômico.

Apesar de ser uma invenção do século passado, as espumas de colchões passaram por vários incrementos, além de regulações, que tornaram o processo produtivo mais seguro, ecológico e com rigor técnico que garante alta qualidade. Atualmente ela é muito mais moderna que há 80 anos. Por trás - ou mais especificamente, por baixo - do seu sono de qualidade há muita tecnologia, todas buscando favorecer seu bem estar e saúde no momento de descanso.